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Júlio Pereira revela “Grafitti”

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Postado janeiro 5, 2010 por Bboy Guil em Hip Hop

Conexão Brasil Hip HopDurante anos, Júlio Pereira rendeu-se ao cavaquinho e ao bandolim. Agora, junta estas duas paixões a uma nova, a Internet, e nela dá a ouvir os primeiros dois temas do seu novo disco – “Graffiti” – onde pela primeira vez inclui só canções. O CD surgirá em Maio.

Surpreenda-se quem, ao longo dos últimos 30 anos, se habituou a comprar discos marcadamente instrumentais de Júlio Pereira. O seu novo trabalho, que está a ser desenvolvido por fases (a primeira arrancou no passado dia 1 com o download gratuito de dois dos temas) é “um disco de canções”. Nele, o compositor alia a sua música às letras de Tiago Torres da Silva e convida uma série de cantores para darem voz aos temas.

As primeiras duas canções, disponíveis para download gratuito na página do músico na Internet (www.juliopereira.pt), contam com a participação das cantoras Maria João (no tema “Magia imaginação”) e Luanda Cozzeti (que canta “É um dia sim, é um dia não”).

Aquando do seu último concerto, “Geografias”, em Lisboa, a 13 de Novembro do ano passado, Júlio Pereira contou ao JN que já estava a trabalhar num novo projecto. Acrescentou mesmo que há já algum tempo que havia decidido “fazer um disco de canções”.

Um autor e um pintor

Para escrever as letras convidou Tiago Torres da Silva, que só conhecia da Internet, e de quem apenas lera três ou quatro canções de que gostou muito. Em Outubro, no Bairro Alto, reviu o artista plásticoTiago Taron, que conhecera há anos em Moscovo, com o pequeno bloco de aguarelas que este sempre traz consigo e ficou encantado com a pintura. O conceito do novo disco nasceu por isso das conversas iniciais entre Tiago Taron e Júlio Pereira que, segundo o músico contou à Lusa, foram talvez a “parte mais importante e substancial do projecto”, porque o pintor tinha feito um trabalho sobre graffiti no Bairro Alto.

“Embora o que soe seja a palavra graffiti, o que importa é o conceito que está por detrás disto tudo”, sublinha o músico e compositor. Um conceito que, segundo ele, “permite ir jogando com palavras, sonoridades, músicas, culturas, ao mesmo tempo que se vão criando histórias”.

Daí que, logo para o single, que será editado dia 14 deste mês, tenha ido buscar Maria João, uma portuguesa conhecida internacionalmente, para interpretar uma canção onde se ouve “a magia, a imaginação que eu trazia na minha mão”, e uma brasileira, Luanda Cozetti, que na canção diz “tudo igual/O chôpe na pressão/A imperial/Arroz e feijão/Brasil, Portugal/A mesma nação(…)”. Estes dois temas fazem parte de “Graffiti”, cujo projecto será apresentado dia 15, no espaço Ler Devagar, em Lisboa. No final de Fevereiro (a segunda fase da iniciativa), haverá o lançamento de um EP com quatro canções seguindo-se, em meados de Maio, o CD.

O músico aposta forte na divulgação deste seu novo trabalho na Internet, um meio que considera fundamental para suscitar interesse e curiosidade pela sua produção, tanto a nível nacional como internacional. Júlio Pereira considera mesmo que, se não fosse a Internet, provavelmente nunca teria chegado aos festivais internacionais para que foi convidado a participar.

“Há que desdramatizar esta questão da Net. Vivemos num mundo de mudança e temos de nos saber adaptar a ela”. Por isso mesmo, o músico não dispensa a sua página no MySpace.

“Graffiti” conta com a participação de Miguel Veras (guitarra) e a voz de Sofia Vitória. n


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Bboy Guil

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